30 DE MARÇO DE 2008
Laranja Mecânica - o clone

Para o trabalho do curso de Cinema nós teremos que filmar uma cena de algum filme. Os alunos levaram cenas de filmes que gostavam e o professor foi avaliando quais seriam possíveis de serem clonados por nós. Foram feitas 3 equipes - uma equipe para um filme diferente - e eu fiquei na equipe do filme Laranja Mecânica (era o que eu queria). Fiquei com o cargo de Diretora! Tava todo mundo pulando fora desse cargo então eu aceitei. O prof. foi falar a data que iríamos gravar e foi então que eu gelei quando ele disse que seria nos dias 5 e 6 de Abril! Por que eu gelei? Simplesmente porque esses são os dias que eu estarei em São Paulo por causa do show do Ozzy. Sério cara, eu gelei quando ele falou isso. Aí logo falei que não ia poder, ele perguntou o porquê e eu disse que estaria viajando. Aparentemente ele ficou bem de cara comigo mas (graças a deus!) ele mudou a data da filmagem para os dias 12 e 13. Já fiz o roteiro da nossa cena e essa semana já vamos resolver várias coisas da clonagem. Não achei a cena interna no Youtube, somente uma parte. A cena acaba depois que o Sr. Deltoid cospe no rosto do Alex e ele limpa a boca sorrindo (esse Alex é mesmo um fanfarrão!)



Faltam 5 dias pra eu ir pra São Paulo e não to aguentaaaaaando mais esperaaar... Sábado é o show do Ozzy Osbourne, ai que emoção! Vamos para o estádio as 7 horas da manhã equipados com umas 50 cervejas aguardar para o encontro com a grande lenda. Uhuuuuuw!



25 DE MARÇO DE 2008
Viu o que dá ter blog?



Viu crianças não usem muito computador senão vão ficar que nem titia Bru! 8)



18 DE MARÇO DE 2008
O homem com a câmera de Dziga Vertov, 1929.

Hoje tive a primeira aula de documentário que achei que não fosse gostar muito (e na verdade não gostei muito) mas vim aqui pra mostrar pra vocês (acho tosco quando eu falo 'vocês', 'leitores', até parece que eu tenho uma grande legião de visitantes :P mas eu respeito quem vem aqui ler então eu falo) um filme de Dziga Vertov de 1929. É um experimento cinematográfico que foi considerado inovador pra época por utilizar várias técnicas até então pouco ou nada vistas. É um documentário que mostra um dia normal, totalmente típico na cidade de Moscou, visto do olhar de um documentarista. O interessante desse filme (interessante e fantástico) é que quando você for assistir deve reparar bem nas posições de câmera, e quando aparece o cara filmando deve sempre lembrar que atrás tem outro cara filmando ele (digo isso pelas cenas que o filme apresenta, se forem assistir vão entender o porque do detalhe). Isso tudo parece meio idiota mas a partir do momento que você não só sente o filme (vendo inconscientemente) mas passa a observar cada cena, como foi filmada, lembrando a época (1929) em que foi produzida... aí esse filme é algo assim, digamos... extraordinário!

Parece que eu to exagerando, mas esse filme é considerado um dos melhores da história do cinema. O professor Beto comparou os efeitos do filme (por sinal, MUITO modernos pra época) com as vinhetas que passam na MTV, aquelas muito loucas.

Pra quem ficou interessado em assistir o bacana é que um usuário do Youtube disponibilizou o filme todo em partes numeradas. Não é a mesma qualidade e a música do filme foi modificada (o que eu não gostei porque a original é muito melhor. Nessa edição aparecem pombas com sons de pássaros cantando então tá melhor assistir no mudo ¬¬). Escolhi duas partes pra colocar aqui, em que aparecem os efeitos e as melhores sequências (na minha opinião).





Quero sugerir que assistam (do 2º vídeo) o minuto 05:00 em que eles fazem um efeito muito foda com a câmera em que também acho que foi desse efeito a comparação que o professor fez com os efeitos do filme e as vinhetas da MTV.

Espero muito que vocês vejam e que gostem! Pelo menos apreciem :) e também espero que eu possa vir trazer mais sugestões desses filmes, documentários, curtas e etc.



12 DE MARÇO DE 2008
cinema e teatro

Taí duas coisas que eu gosto muito. Ao cinema sempre fui adepta (como a grande maioria da população mundial que tem acesso a ele) e o teatro é uma eterna paixão que me surgiu logo aos aos meus 9 anos de idade (quando comecei o curso de teatro dos Satyros e lá permaneci por, mais ou menos, 4 anos). Comecei essa semana o Curso de Cinema Digital no Centro Europeu e estou maravilhada com esse mundo cinematográfico. Desde o ano passado, quando passei a fazer parte da edição do programa Criatividade sem limites, percebi que esse ramo muito me interessa e cada vez mais penso em me dedicar a carreira de diretora de arte. As aulas estão sendo muito boas, mesmo. O curso tem duração de 1 ano mas vale como uma faculdade. É muita coisa a se aprender, professores com grande experiência e o melhor é que as aulas não são só teóricas, faremos gravações de clonagem de longas, clipes musicais e documentários. Tá valendo muito a pena e passei a enxergar o cinema com outros olhos desde o primeiro dia de aula.

Agora falando sobre teatro, todos já sabem logicamente, mas sempre gosto de comentar no meu blog e todo ano faço isso, sobre o Festival de Teatro de Curitiba que agora é chamado somente de Festival de Curitiba. Dia 20 de Março começa e vai até o dia 30, já peguei meu guia e marquei as peças que me interessaram. Pra quem curte teatro é sempre um prato cheio e agora o Festival tá diferente. Vou comentar mais em outro post sobre as peças que verei.

E amanhã: comprar ingresso para o show do OZZY! Isso não sái da minha cabeça há dias, preciso desse ingresso logo na minha mão!

Obs: Tem poesias novas na página de poesias e as páginas internas estão com o layout renovado.



10 DE MARÇO DE 2008


a vida por Charles Chaplin

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"




8 DE MARÇO DE 2008
saudades...


Até disso eu sinto saudades...



5 DE MARÇO DE 2008

"iron is my religion"

Quando os portões do Palestra Itália foram abertos, às 15 horas, as filas já contornavam o estádio. O sol forte castigava não apenas a maioria que vestia preto, mas todos aqueles que esperavam na fila sem encontrar uma sombra. Uma vez dentro do estádio, mais algumas horas sob o sol aguardavam, exceto para aqueles que ocupavam as cadeiras cobertas. Mas o clima era de empolgação, quatro anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o Iron Maiden estava de volta por aqui, e desta vez tratava-se de um evento especial, um show no qual seriam tocadas apenas músicas dos álbuns clássicos da banda, principalmente do período entre os álbuns “The Number of the Beast” e “Seventh Son of a Seventh Son". À medida que as horas se passavam mais e mais pessoas chegavam ao estádio, até que se tornou difícil achar qualquer espaço de alguns poucos metros desocupado. Quarenta mil fãs lotaram o Palestra Itália e muitos ficaram de fora por falta de ingressos.
(Fonte: Whiplash)

Mas não eu. Foi por pouco que fiquei sem ingresso para o show do Maiden em São Paulo, não mantive a calma enquanto o ingresso não chegava em minha casa. Passamos por mais ou menos umas 5 ou 6 horas em pé, visto também que chegamos no estádio lá por 12:30 e só entramos às 17 horas. Enquanto a gente tava na fila até que não sentia nada demais, além do Sol que queimou (mesmo) a gente. Dava pra comprar bebidas e respirar, tava legal. Aí lá dentro do estádio, a gente em pé na pista, não tão longe do palco, mal conseguia respirar de tão abafado. Eu olhava pro céu e pensava: vai chover, vai chover (e foi aí que um céu estrelado surgiu). Tava tão calor que o pessoal chegava a gritar pra chamar o ambulante: "ÁGUA! ÁGUA! ÁGUA!", quando surgiu um vendedor suas águas esgotaram e a galera ainda morrendo de sede e calor, o cara da água jogou o isopor com restos de água e gelo na galera, foi um segundo de refrescância! Nessa altura do campeonato eu comecei a passar mal porque tava com cólica e começou a me dar forte dor nas costas e no joelho, tava foda, se não fosse o Bru estar ali comigo eu não ia ter aguentado. Passamos mais algum tempo no aperto, calor e empurra-empurra e depois começou a chover, aparentemente uma chuva fina... que de repente, virou uma chuva torrencial que deixou todo mundo encharcado (o que não ajudou a minha cólica).

O show da Lauren Harris foi uma bosta, ninguém curtiu (o que já era previsto) e nem por ser filha do Steve Harris pouparam a coitadinha de insultos como: 'MOSTRA SEUS PEITOS!', mas realmente tava foda de aturar, a gente queria logo o IRON, não uma metaleira poser cantando como a Avril Lavigne. Mas posso afirmar que tudo isso valeu a pena: o Sol torrando, horas em pé, cólica, dor no corpo, aperto, Lauren Harris, chuva torrencial. Valeu a pena para poder 'ver' (ser baixinha não é fácil) e ouvir o Iron Maiden ao vivo novamente. O show tava foda, uma pena eu não ter aguentado o quanto eu desejava, por meu corpo não ajudar. É, com certeza, um show que vai ficar pra sempre na memória, ainda mais por eu ter assistido com meu amor! E o que é interessante é que há 4 anos atrás nós dois assistimos ao show do Iron no Pacaembu (SP), ele de arquibancada e eu de pista, e mesmo sendo amigos por um tempo, não conseguimos nos conhecer no show. Vai ver foi por isso que este show foi tão especial :)

E que venham mais shows!!!




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por Bruna Capraro © 2007
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