30 DE DEZEMBRO DE 2007

Depressão é uma merda.
Me esvazia a vontade de viver
E ao mesmo tempo enxe este caderno
Com profundas e viajantes poesias.
24 DE DEZEMBRO DE 2007
Bytes
Esses números me incomodam,
Não deviam estar entre nós.
São quilômetros e quilômetros
Que me fazem insatisfeita.
Essas rodas, asfalto, placas.
Me atormentam como um pesadelo.
Fios, teclas, bytes.
Não se fazem suficientes.
Quero viajar nas estrelas,
Na noite dessa estrada.
Num 'click' te alcançar.
E te dar gigabytes de amor.
21 DE DEZEMBRO DE 2007
Estou começando a cansar dessas festividades. Natal, Ano novo... Carnaval nem comento (já
nasci cansada desse).
Sabe, parece tudo tão inútil... As pessoas são cheias de problemas, chega Natal, vão comemorar nascimento de Jesus? (é isso mesmo que se comemora no Natal?)
Não faz
nenhum tanto sentido. Faz aquela comilança (vide peru, fios de ovos, farofa, etc) e dá presentes e só. E vale lembrar que eu não sou católica, só
comemoro o Natal porque é data de ganhar presentes e comer o empadão delicioso da minha mãe. Aí vem o Ano novo, não sei o que é pior.
5, 4, 3 , 2 , 1... aêêê - todo mundo se abraça e bebe champagne - êêê... tá, e agora? - vai todo mundo dormir. Acho que tem seu lado bom, reúne as pessoas
(tá legal...hehe.) e... nossa, fiquei mesmo sem ter o que dizer.
Esse ano estou completamente
off dessas coisas. Se me derem presente de Natal, que bom, se não derem, que bom também. Comprei presentes para todos lá
de casa, claro. Mas confesso que essas coisas sempre me frustram porque tenho que enfrentar shopping, filas para pagar, estacionamento lotado, dor no braço de ficar
carregando sacola (juro que fiquei porque comprei um monte de livros) e outras infelicidades. Não quero que meus parentes me liguem, não faço a mínima questão (mesmo
porque, não irei sequer pegar no telefone). Por que? Porque é todo mundo muito falso, só por isso. Minha família não é sincera :)
E Carnaval nem comento, pra mim isso é
outro mundo.
Ho, ho, ho!
Natal é show de horror.
20 DE DEZEMBRO DE 2007
Navegar
Queria poder navegar nessas lágrimas
Como o mar que embala um navio
Que vai pra longe
Vai pro seu destino.
Queria ir sumindo na neblina
No horizonte me perder
Para eles não me acharem,
E então, só, seguir meu rumo.
19 DE DEZEMBRO DE 2007
In Voluptate Mors
Drawing by Dali, photograph by Philippe Halsman.

"Eu vou ser tão breve que na verdade já terminei."
Salvador Dalí
18 DE DEZEMBRO DE 2007

Porque minha família é cheia de Susanitas não-declaradas.
15 DE DEZEMBRO DE 2007
Escrevo...
Para afogar as mágoas,
Transbordar desabafos em rimas,
Fazer tempestades com vírgulas,
Para viajar neste mar.
Desafiar monstros submersos,
Sem medo, desbravar.
E no fundo guardo os tesouros
Que da minha vida não deixo escapar.
14 DE DEZEMBRO DE 2007
Veneno
Angústia toma conta do corpo,
toma conta da minha mente.
Me faz ficar dormente,
Envenena meu ânimo.
Envenenamento consciente,
Digo sim à injeção.
Tristeza enche a seringa,
Mililitros de insatisfação.
13 DE DEZEMBRO DE 2007
Cara, cada dia vejo como existem pessoas inúteis nesse mundinho. Lerdas, sabe? Que parece que estão ali como obstáculo na sua vida, só fazendo você regredir.
Eu não sei se sou eu, se o problema é comigo, ou se realmente essa é a realidade. Porque sou muito prática, não sou impaciente, sou prática, só isso. Cada dia
que passa eu tenho que conviver com essas coisas no trabalho,
oh shit.
Mas então, tipo, vamos parar de falar de coisas ruins (vamos parar de falar sobre vida, heh) e vamos falar de algo realmente muito bom: o show do
Iron Maiden. Sim, eu vou!
Mas não, não em Curitiba. Aí me perguntam:
Porque diabos você vai até São Paulo pra assistir o show se na sua cidade vai ter também?...e eu respondo: mas que perguntinha inútil, han? Bom, o fato
é que comprei pela ticketmaster (foi um sufoco) e recebi a confirmação pelo e-mail de que minha compra foi efetuada e que meu ingresso está vindo até minhas mãos! Isso é muita felicidade pra uma baixinha só
(por isso estou dividindo-a com o meu grandão :x).
NÃO COLOQUEM OLHO GORDO EM CIMA DO MEU INGRESSO, TÁ LEGAL? INVEJA MATA, PEOPLE.
De boa, não invejem meu ingresso que tenho medo que aí dê alguma merda. heh.
Beijos.
9 DE DEZEMBRO DE 2007
Domingão ensolarado, 9 de Dezembro de 2007.
Eu finjo que durmo. Todo domingo é isso. Dou a desculpa de que fui pro bar ontem à noite, voltei tarde e precisava dormir. Aliás, nem falo... Basta trancar a porta do quarto. Não me chamem, não quero ir
almoçar em Santa Felicidade. Bateção de prato, peruas curitibanas com bolsas Victor Hugo e aquele desconforto familiar que tanto desejo
longe de mim. É difícil, não falo disso pra ninguém, não sou
anti-social (?)... Minha melhor amiga não gosta dessa minha atitude. Outro dia fui começar uma conversa:
- Domingo o pessoal lá de casa saiu pra almoçar, e eu fiquei em cas...
-
Bruna por que você não foi com eles? (me interrompeu, fazendo cara de brava)
O caso é que ela gosta disso, que chamo de
Programa de Índio. Sabe? Aqueles programões que só de pensar já causam uma tristeza no fundo da mente. Praia com chuva, shopping Domingo de tarde,
sair pra almoçar e ter que ficar esperando mesa, churrasco daquele pessoalzinho que você nem tem assunto... Mas Luiza, eu amo você.
Sabe, não sou egoísta nem anti-social. O caso é que
eu não gosto porque gosto de outras coisas. É como...Praia ou Cidade? Escolho a segunda opção.
Ou talvez, eu esteja mesmo começando a ficar se saco cheio de tudo isso.
8 DE DEZEMBRO DE 2007
Pena
Quem chora tem pena de si mesmo.
Minha mãe sempre me disse.
Tá chorando por quê?
Tá com pena de si mesma?
Tenho pena de mim?
Me tornei o ridículo.
Me entreguei ao abismo.
Voltei aos meus remorsos...
E a razão? Se um dia a tive...
Se bem sei o que significa.
Você precisa de força de vontade.
De vontade? Isso basta mesmo?
Que em vão isso permaneça.
6 DE DEZEMBRO DE 2007
A Chuva
Chove desde ontem
Desde que meu sono se estendeu, junto se estendeu a chuva
É a chuva que refresca, que deixa tudo verde
Chuva que leva o calor embora, leva este ar pesado
Sái de mim esse morno que me envolve
Envolve e penetra nos poros da pele, vai até os nervos
A chuva faz vir pensamentos, bons como o refrescar dessas águas
Pensamentos sobre você, como é igual a chuva!
Chuva molha o corpo, se você o entrega a ela
Vê? Percebe? Me entreguei.
Me entrego por inteiro
Pois quem entra debaixo da chuva se molha inteiro
Não escolhe, não tem meio molhado.
Meio amado, meio feliz. Meio refrescante...
Afinal, o quão intenso é um trovão para ser... meio?
Se faz inteiro intenso. Como palavras.
Como as palavras que saem da sua boca.
E penetram no meu coração. É como o trovão. Vê?
Ecoa, vem o raio e atinge, atinge forte.
Um raio não atinge duas vezes o mesmo lugar.
Fica marcado pra sempre este único lugar.
Percebe? Você e eu...
Ah, como eu gosto dessa chuva!
4 DE DEZEMBRO DE 2007
É normal?
É normal estar irritado com tudo e todos, sentir-se deslocado mesmo estando em um ambiente em que se está a anos?
É normal cansar e não recuperar o fôlego suficiente para continuar a caminhada?
E sobre o amor próprio? O que dizer sobre esse sentimento que, em mim, se criou tão inconstante, hora sim, hora não... isso cansa.
Isso desgasta, perco o fôlego. E já não tenho vontade de recuperá-lo.
Certos momentos ele me vêm como uma brisa leve e ao mesmo tempo forte, me fazendo caminhar novamente.
Mas aí não é amor próprio, e sim amor o alheio. Aquele que faz bem, que não se faz inconstante.Que é confortante, envolvente, cegante, vital.
E é isso que me faz continuar, mesmo com o cansaço e o peso sobre os ombros.
Não costumo me perguntar o que é ou pra que existe a vida...
mas vejo que
viver é amar e amar é viver.
2 DE DEZEMBRO DE 2007
Há um novo jogo
Nós vamos gostar de brincar você vai ver
Um jogo com um pouco de realidade
Você me trata como um cachorro
Me põe de joelhos
Nós o chamamos de amo e servo
É muito parecido com a vida
Esse jogo entre lençóis
Com você em cima e eu embaixo
Esqueça tudo sobre igualdade
Vamos brincar de amo e servo
É muito parecido com a vida
E é isso que chama a atenção
Se você desprezar aquele sentimento
De diversão inútil
Então esse é o tal..
Dominação é o nome do jogo
Na cama ou na vida
Os dois são a mesma coisa
Exceto que em um você é satisfeito
No fim do dia.
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